Incorporar uma metodologia de gerenciamento de leitos hospitalares eficaz vem se tornando fundamental para as instituições de saúde. No entanto, identificar e remover os obstáculos que se iniciam no momento da alta até a liberação do leito pela equipe de higienização não é algo tão simples. Investir em processos e ferramentas para agilizar o processo de internação  é algo fundamental para maximizar os resultados.

Neste post trazemos 6 dicas de  como fazer um gerenciamento de leitos hospitalares de forma eficiente.

1 – Reduza o tempo de permanência do paciente

A permanência do paciente além do necessário é um dos principais problemas que atingem a maioria dos hospitais.

Muitas vezes isso acontece, independentemente de ser rede pública ou privada, em decorrência de causas a como demora no processo de alta do paciente, recusa de desospitalização pelos familiares, dificuldades no pagamento, liberação do convênio, entre outros.

O aumento da permanência do paciente no hospital pode ocasionar riscos à sua saúde, dado que, quanto maior for seu o tempo de internação, maiores são as chances de contrair uma infecção.

Por outro lado, se a alta for dada antes da hora, corre-se o risco de ocorrer uma reinternação por conta do não cumprimento do tratamento por completo.

A melhor forma de estabelecer estes tempos então é buscar por embasamento científico, e estabelecer protocolos de tempo de permanência e criar processos que acompanham a aderência à esses protocolos.

2 – Gerencie leitos com eficiência

A gestão dos leitos deve ser iniciada antes mesmo que o paciente chegue ao hospital, o que nem sempre acontece. Para que todo o processo aconteça de forma eficiente, todos os setores devem estar sincronizados, tanto da área assistencial, que envolve os médicos e enfermeiros, quanto do setor de apoio, o qual corresponde às equipes de limpeza e rouparia.

A implantação de dispositivos tecnológicos para o gerenciamento de leitos hospitalares oferece diversos benefícios para a instituição, pois é possível identificar claramente os processos que interagem na ocupação, além de definir metas para o tempo de liberação e propor melhorias. Assim, a integração de todas as áreas do hospital permite uma visão simultânea de toda a demanda de ocupação.

3 – Mantenha o foco na segurança do paciente

Garantir a segurança dos pacientes, tanto aqueles em estágio de tratamento e recuperação quanto os que necessitam passar por procedimentos cirúrgicos mais simples, deve ser considerado prioridade em qualquer instituição de saúde, dado que este é um critério fundamental para a avaliação da qualidade institucional pelos principais programas de acreditação.

Pensando nisto, uma recomendação é criar leitos específicos para pacientes de longa permanência, de tal forma que estes pacientes não fiquem misturados com outros pacientes, e mais propensos à infecções. Manter uma equipe especialista para estes pacientes também garante mais qualidade e segurança para os mesmos.

4 – Melhore seu fluxo

Quando um paciente chega ao hospital, o primeiro passo é determinar qual o tipo de acomodação. A partir daí, é iniciada uma série de macroprocessos que, por sua vez, são conduzidos por diversos setores. Logo, esses macroprocessos precisam caminhar com total fluidez, visto que os impactos são sentidos diretamente na produção, qualidade, eficiência e custos da instituição, podendo ocasionar possíveis perdas financeiras.

Para a melhoria do fluxo de internações, é necessário envolver a qualidade e mapear todos os processos e setores envolvidos. Para isto um conceito bastante interessante é o Lean Healthcare, onde todos os processos são desenhados com foco em gerar valor para os pacientes.

5 – Defina de contratos internos

Outro ponto que pode ser crucial para melhorar o fluxo é a criação de SLA’s internos entre os setores envolvidos. Este contrato de nível de serviço pode definir tempos limite para execução das atividades.

Exemplo:

  • Após a alta de um paciente e sua saída do leito, o setor de limpeza tem 15 minutos para finalizar a sua atuação no leito após a sua notificação;
  • A rouparia tem 5 minutos para após a limpeza realizar a troca dos lençóis.

Para que este nível de serviço funciona bem, pode-se pensar em bonificações e penalizações para os funcionários das áreas envolvidas conforme seu desempenho e atendimento ao contrato de nível de serviço interno.

Claro que para o pleno funcionamento deste tipo de programa, é necessário medir todos os tempos, e sem dúvida é necessário apoio dos sistemas de informação da instituição para isso.

6 – Crie um programa de desospitalização

O home care tem crescido muito ultimamente, e não é a toa. Alguns pacientes ainda exigem cuidados especializados, porém sem a necessidade de permanecer internado. O cuidado especializado pode ser dado no conforto da casa do paciente, um ambiente onde ele se sente muito melhor, e não corre o risco de infecção hospitalar.

O benefício é que um leito que poderia ficar ocupado por um longo período se torna disponível para atender pacientes com menor permanência.

Conclusão

Vital para alcançar a eficácia nas internações, o gerenciamento de leitos deve ser visto como um processo chave de um hospital, pois promove a utilização dos leitos disponíveis em sua capacidade máxima.

Seguindo essas dicas, a rentabilidade da instituição tem grandes chances de aumentar, dado que para pacientes cirúrgicos, a maior parte da receita do  paciente provém do uso do centro cirúrgico, uso de OPME e mat/med durante o procedimento. Portanto a liberação do leito o quanto antes, desde que com segurança, é benéfico pois possibilita também o aumento do uso do centro cirúrgico, que é uma das áreas mais custosas e rentáveis das instituições.

Além dos pontos citados,  a melhoria de fluxo certamente irá impactar em indicadores chaves, como por exemplo o índice de intervalo de substituição, e índice de renovação que são definidos pela ANVISA.

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